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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Logotipo x Logomarca

Logotipo, ou logótipo, refere-se à forma particular como o nome da marca é representado graficamente, pela escolha ou desenho de uma tipografia específica. É um dos elementos gráficos de composição de uma marca, algumas vezes é o único, tornando-se a principal representação gráfica da mesma. A expressão costuma ser confundida com o termo logomarca, que, embora tido como correto pela linguística é considerado por alguns poucos designers um neologismo impreciso e incorreto.

O logotipo

Logotipo é uma assinatura institucional, a representação gráfica da marca. Por isso ela deverá aparecer em todas as peças gráficas feitas para a empresa. Como toda a assinatura, o logotipo precisa seguir um padrão visual que a torna reconhecida onde quer que ela seja estampada.
Usar corretamente o logotipo é uma das ações obrigatórias para o reforço da imagem e da personalidade da empresa.
A Sony, ao grafar a sua marca, utiliza apenas a forma particular como o nome da marca é representado graficamente — o logotipo, prescindindo da utilização de qualquer outro elemento gráfico adicional (símbolo) para compor a marca. Ao contrário da Sony, a Wikipédia, utiliza simultaneamente um símbolo e um logotipo para grafar a sua marca.


Ficheiro:Coca-Cola logo.svg
logotipo da coca-cola

"O símbolo e o logotipo são formas de grafar a marca, de torná-la visualmente tangível. É comum as pessoas se referirem ao símbolo como marca. Diz-se frequentemente: a marca da Coca-Cola ou da Fiat, quando, na verdade, a intenção é a referência ao logotipo da Coca-Cola ou da Fiat. Da mesma maneira, símbolos também são chamados de marcas e também é comum se ouvir referência à marca da Volkswagen ou da Mercedes-Benz, quando a designação correta seria símbolo (...). Logos em grego quer dizer conhecimento, e também palavra. Typos quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia-da-palavra ou palavra-padrão".

Ana Luísa Escorel - em O Efeito Multiplicador do Design - Editora Senac, pág. 56


Logomarca


O termo "logomarca", um neologismo usado de forma empírica e genérica para designar logotipo, símbolo ou marca, foi popularizado no Brasil sem que haja consenso nem precisão absoluta ao que ele se refere, se apenas ao símbolo, ao logotipo ou ao sinal misto (combinação de ambos). Apesar de aparecer em dicionários, o termo é visto como inadequado por alguns designers por, segundo eles, não possuir a necessária precisão.


Em seu livro O Efeito Multiplicador do Design, a designer Ana Luísa Escorel, embora sem formação acadêmica em linguística discute fortemente o termo "logomarca". Ela lembra que a palavra logos, vem do grego significando conhecimento e também palavra. E, embora a etimologia coloque como correlato mais apurado de logos em português os termos estudo ou lógica, a designer afirma que "logomarca" significa "palavra-marca" o que, na opinião dela, não faz sentido. Ela defende ainda que os brasileiros deveriam adotar os termos utilizados no resto do mundo. Essa atitude, no entanto, parece não ser difundida entre muitos designers e não profissionais da área, que usam o termo "logomarca" por seu suposto caráter mais abrangente.

"Curioso que áreas tão afeitas à moda e à terminologia usada internacionalmente para tudo o que diz respeito aos assuntos do setor, como a publicidade, o marketing e mesmo o design gráfico, desprezem as designações corretas, presentes nos artigos publicados pelas revistas especializadas do primeiro mundo. Nelas as palavras logotype, logo ou symbol pontuam cada página, para lembrar apenas os países de língua inglesa."

Ana Luísa Escorel - em O Efeito Multiplicador do Design - Editora Senac, pág. 56

IdentidadE VisuaL

Identidade visual é o conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, idéia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base o logotipo, um símbolo visual e conjunto de cores.
A confecção de um logotipo ou de um símbolo visual capaz de representar a assinatura institucional da empresa deve ser estabelecido através de um documento técnico ao qual os designers nomearam de manual da identidade visual. Esse documento serve para estabelecer normas e critérios técnicos de reprodução da marca nos mais variados suportes existentes no atual estado da técnica como por exemplo: suportes gráficos (impressão) e suportes eletrônicos (interfaces).

Manual de identidade visual

O manual de identidade visual deve conter:

Os aspectos formais da marca - ou seja os elementos que compõe o símbolo gráfico e as variações formais da marca: por exemplo, para uma marca representada por uma imagem fotográfica deve ser apresentado tal imagem nos padrões monocromático, preto e branco, tons de cinza, fotográfico uma versão digitalizada ou seja uma versão vetorial da marca nas mesmas variações formais: monocromática, preto e branco, tons de cinza, chapado.

Apresentar as variações da assinatura da marca: padrão de assinatura horizontal, padrão de assinatura vertical e variações formais da assinatura com slogan e sem slogan. Algumas marca contém slogan, outras não. Assim como algumas marcas são compostas simplesmente pelo nome da empresa ( coca-cola, ibm, microsoft). É imprescindível apresentar tais características da marca e sustentar uma utilização padronizada.

Apresentar aspectos técnicos da marca: cor (pantone, rgb, cmyk, hexadecimal), fonte, dimensões, direção, etc.

Apresentar o padrão de utilização da marca em todo o material institucional previsto pela empresa: papel timbrado, envelope, etiqueta, adesivo, embalagem, objetos, uniforme, rótulo, frota etc.

Determinar dimensões mínimas e máximas para a impressão

Regularizar a utilização da marca em fundo colorido, preto, branco e monocromáticos.

Apresentar situações a serem evitadas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Identidade Visual: O que não fazer na criação de um logotipo

a) Logotipo transmite uma idéia errada, pois conceitualmente não está ligado ao negócio que representa.



Um logotipo, por ser uma representação visual, deve sempre estar ligado ao negócio que representa, transmitindo as idéias do produto ou serviço.

b) A leitura está dificultada, não possibilitando de forma clara a leitura do nome da marca.



Quando o logotipo for baseado em texto, utilize fontes onde seja possível a leitura a partir de qualquer distância.

c) O desenho denota amadorismo, é primário, não transmite segurança nem a idéia do que está relacionado.



A idéia é a parte principal na criação de um logotipo, procure fazer com que o mesmo represente de forma fiel a idéia, mesmo que seja um logotipo simples.

d) Excesso de elementos, dificultando a leitura, memorização e reprodução.



Em uma identidade visual, “menos é mais”, ou seja, quanto menos elementos você utilizar mais fácil será a assimilação e entendimento do seu logotipo.

e) Linhas e espaçamentos muito finos. Não podem ser vistos a distância e tem sua legibilidade dificultada.

Evite linhas finas demais e espaçamentos estreitos, isso dificulta a visualização do logotipo em uma distância maior. Um logotipo que pode ser visto por mais tempo (uma distância maior) tem maiores chances de ficar na memória do público.

f) Letras desenhadas ou estilizadas em excesso, o que dificulta a leitura.



Economize nos desenhos e estilização das fontes. Prefira textos com fontes mais básicas, que facilitem a leitura. Se o público não consegue ler ou entender o que o seu logotipo quer dizer em um primeiro momento, pode ser que ele não volte a ser analisado como deveria ser.

g) Mistura entre as partes positivas e negativas do logotipo, causando um desequilíbrio ótico.



Evite misturar as partes negativas e positivas do logotipo, isso causa um cansaço visual e faz com que o seu logotipo seja visualizado por menos tempo.



Material retirado do link:
http://www.oficinadanet.com.br/artigo/1317/identidade_visual_o_que_nao_fazer_na_criacao_de_um_logotipo

Identidade Visual: A criação de uma marca

Todo ser humano pensa visualmente, desde criança está acostumado com um mundo cheio de símbolos e logotipos. As imagens agem de forma direta sobre a percepção cerebral, causando primeiro impressão para somente depois serem analisadas.

Com base nesta colocação, vejamos alguns fatores relevantes na criação de uma marca.

- Conceito: deve transmitir conceitos subjetivos de qualidade e excelência da
empresa, também deve transmitir ao público a idéia explícita ou implícita sobre a marca. O significado do logotipo deve ser de fácil compreensão e assimilação, uma vez que o logotipo é a identidade da empresa.

- Legibilidade:
fácil leitura e compreensão. O uso de efeitos muito elaborados deve ser evitado, porque o logotipo deve ser legível, claro, marcante mas sem excessos e de reprodução facilitada para diversos meios e tamanhos.

- Contemporaneidade: deve-se observar as mudanças de comportamento da sociedade e os reflexos que essas mudanças causam na
comunicação. Não se vá pelos modismos, “as boas idéias resistem as tendências desaparecem”.

- Personalidade: a originalidade é que fará a diferença frente às outras empresas. Ao buscar a originalidade, não perca o significado.

- Pregnância: facilidade na memorização da marca, fazendo com que ela fique mais tempo em evidência na cabeça do consumidor e da concorrência.

- Uso: flexibilidade na aplicação em diversos meios de comunicação faz com que a
marca se mantenha atual por muito tempo.

Conceituação dos elementos componentes do símbolo do Bradesco